por Jorge Estevam Magalhães

quarta-feira, 11 de março de 2009

A estrutura de latifúndio e os conflitos no Brasil

Para entender aos conflitos de terra no interior do país é preciso voltar as origens da formação brasileira. Tudo começa em 1500 com a chegada dos portugueses ao que hoje chamamos de Brasil, devido sua estrutura econômica de extração e exploração, assim como a escravidão da mão de obra indígena fica evidente o inicio das possibilidades de conflito pela exploração da terra e sua distribuição entre nobres lusitanos. Desterrando indígenas e europeus pobres que vieram ao Brasil como uma opção as misérias que passavam no velho mundo.

Ao inicio do fator de colonização o rei de Portugal dividiu as terras brasileiras em capitanias hereditárias, lotes de terras para fidalgos português que pretendiam crescer economicamente no novo mundo e em troca produziriam produtos primários para o comércio direto com a metrópole lusitana.

Por sua vez as capitanias hereditárias foram divididas internamente em sesmarias, divisão na qual o governador da capitania e os fidalgos influentes distribuíam terras para camponeses estipuladas em um valor já atribuído pelo governo colonial.

É evidente que não eram todos os homens que trabalhavam na terra que possuíam capital para a compra de terras, levando muitos ao sistema de poceiros ilegais, no qual se estabeleciam em terras que já teriam donos ou ainda iriam ter, levando a conflitos violentos em nome da terra.

Já em 1850 com a lei de terras no Brasil ficou quase impossível para o homem pobre possuir terras para sua subsistência uma vez que sua distribuição só seria efetuada por valor de compra.
Um fator interessante é a relação que se da hoje do pequeno produtor com o grande latifúndio, por muitas vezes de forma violenta já que o grande latifúndio produz com ênfase no mercado comercial e o pequeno produtor para sua subsistência e de sua família. O grande latifúndio controla por meio econômico os pequenos produtores, que por não possuírem capital, terras e influencia se vê obrigado a vender o que produz para a existência do grande latifúndio e o grande latifúndio vende o que produz para o mercado interno e externo.

É nesse aspecto que hoje o grande latifúndio suprime, anexa, toma e se expande em cima dos pequenos proprietários. É o capitalismo rural em seu estágio mais selvagem.

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